quarta-feira, 13 de agosto de 2008

outro lugar

Oi Amigos. Acabei de transferir meu blog o viajante parado para o site da trip! então, se vc quiser seguir essas histórias e visitar os lugares que mostro, acesse o

http://revistatrip.uol.com.br/blogs/oviajanteparado/

também estou escrevendo outro blog chamado o mundo de valentina
www.omundodevalentina.globolog.com.br

Valeu!

sábado, 24 de maio de 2008

o mundo visto de baixo


Maragogi fica exatamente entre Recife e Maceió, porém já pertence ao estado alagoano. Mergulhar nas Galés é a principal atração de Maragogi. Para chegar às galés é preciso pegar um catamarã, que demora em média 15 minutos até as piscinas naturais. Assim que você entra na água milhões de peixinhos do tipo sargentinho ficam em volta de você! Neste local, é possivel fazer mergulho livre ou mergulhar com cilindro.
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buraco das andorinhas


Buraco das Andorinhas é uma caverna com entrada de formato circular, com aproximadamente 60 m de largura e 90 m de profundidade. Ao final, contemplaremos uma linda lagoa subterrânea de água transparente com uns 1000 m² para um delicioso banho e fazer flutuação com colete salva-vidas, mascara de mergulho e snorkel.
Localizada na região de Formosa – GO a 125 km de Brasília. Grau de dificuldade da trilha: médio (1 km até o atrativo, e mais 150 m de declive andando em blocos de pedras).
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Mina do Chico Rei.


Chico Rei nasceu na África, com o nome de Galanga, e era rei do Congo. Foi capturado pelos portugueses, com toda sua tribo, para trabalhar como escravo nas minas de Ouro Preto, aqui chegando em 1740.
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o mundo visto do alto!


Capri é uma ilha italiana que fica na baía de Nápoles, no mar Tirreno, a pouca distância do continente. A ilha possui uma área de cerca de 10,36 km², a maior elevação da ilha é o monte Solaro (589 m).
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cidade do méxico vista de cima


Torre Mayor é o 178º arranha-céu mais alto do mundo, com 230 metros (738ft). Edificado na cidade de Cidade do México, México, foi concluído em 2003 com 55 andares. Em 2007 era o edifício mais alto da América Latina.
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vai com tudo e vai com deus!


Parque Estadual do Morro dos Pireneus - A trilhas dos Pireneus é o caminho que foi usado pelos bandeirantes no século XVIII e é o mais belo atrativo natural de Pirenópolis. o Mirante dos Pireneus tem 1385mt de altitude É o mais alto da região de Pirenópolis, de onde se avista o mais belo por do sol do cerrado.
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quinta-feira, 22 de maio de 2008

pausa em pessoa 2

Nunca, Por Mais que viaje, por mais que conheça
O sair de um lugar, o chegar a um lugar, conhecido ou des-
[conhecido.
Perco, ao partir, ao chegar, e na linha móbil que os une,
A sensação de arrepio, o medo do novo, a náusea -
Aquela náusea que é o sentimento que sabe que o corpo tem
[a alma,
Trinta dias de viagem, três dias de viagem, três horas de
[viagem -
Sempre a opressão se infiltra no fundo do meu coração.

sexta-feira, 16 de maio de 2008

meninos, eu vi!


O primeiro contato dos pesquisadores americanos com os índios Karitianas foi entre 1986 e 1987. Eles teriam ido até a aldeia com autorização da Funai para pesquisar sobre grandes animais da floresta. Depois de um pouco de convívio, enganaram os índios para coletar o sangue deles. Há mais de cinco anos os índios descobriram através da imprensa, que o DNA da tribo estava sendo vendido num site americano. A notícia provocou surpresa e revolta.
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trechos de diário 15 - a floresta amazônica

pensando bem o que trago em mim agora é um tanto de incerteza e inconsciência. quando subi o país rumo a porto velho eu não sabia que algum inseto iria me picar as pernas e o saco, no momento de glória quando eu entrava na floresta. essas picadas me deixaram com muita coceira por mais de dez dias. mas não foi só essa a lembrança que ficou desses dias na selva. cheguei de tarde na aldeia. as crianças correram para ver a lente da câmera e eu me sentia o próprio descobridor dando espelhos para os selvagens. mas eles não eram tão selvagens assim. os karitianias são bem civilizados, mas também são bem mais índios que todos os índios que conheci. com orgulho, me mostraram as caveiras de macaco, paca e tatú que exibiam na frente das casas. era a prova que eram bons caçadores. mas a comida era pouco naquele lugar. além da fronteira da reserva, a floresta deu lugar a um campo limpo, onde o gado pasta gordo e os fazendeiros descansam suas botas sujas de lama. mas eu não estava na fazenda e sim, na floresta. para essa viagem eu não levei quase nada de comer, pois sempre encontro o que comer. dessa vez não havia nada.eu não tinha como comer a comida daqueles índios que tão pouco tinham. a solução foi jantar arroz com feijão na casa do representante da funai. a luz era de vela e logo depois da ceia simples e honesta, fui dormir na barraca montada ao lado da escola da aldeia. eu sabia que em volta de mim estava a floresta amazônica. dormir ali representava dormir nos braços da terra pela primeira vez na vida. foi isso que pensei antes de fechar os olhos. não lembrei de onça, curupira ou algo que o valha. quando estava pegando no sono, começei a ouvir uns cantos e gritos vindos da oca maior. não havia luz e eu era uma curiosidade para saber o que passava. por outro lado, não queria ser um branco intrometido no meio do culto. saí da barraca e caminhei no escuro por entre a aldeia suja e deserta, cuidando onde pisar para espiar os índios em transe. ao sentir que estava a poucos metros de onde vinham os gritos, paralisei. voltei correndo no escuro para a barraca. não vi nada, mas aqueles gritos no meio da selva ainda hoje me acompanham. nunca havia ouvido nada tão primitivo na vida. nunca havia dormido em um lugar como aquele! quando amanheceu, pequenos índios me espiavam. eu espiava as crianças que me espiavam. levantei, tomei um banho no riacho e saí para encontrar macaco. por sorte a caça não apareceu e eu resolvi ir embora antes do almoço. na verdade dei sorte, pois eu não poderia fazer desfeita caso um macaquinho fosse servido em homenagem a minha tão solitária visita...

domingo, 11 de maio de 2008

a viagem de valentina - SP

O MAM de São Paulo apresenta a exposição de arte contemporânea brasileira e japonesa “Quando vidas se tornam forma: diálogo com o futuro”. A mostra marca as comemorações do Centenário da Imigração Japonesa no Brasil e abrange aspectos da arquitetura, arte, moda e design em cerca de 140 obras que usam a tecnologia e o cotidiano e guardam relações entre si, mesmo vindas de culturas tão diferentes.

sexta-feira, 9 de maio de 2008

o que visitar no rio de janeiro


Santa Teresa é um bairro dividido entre a classe média-alta, média e baixa, com um grande número de artistas e moradores das favelas que circundam o casario antigo da região central do Rio de Janeiro. o bairro é conhecido pelas construções históricas e pelos bondes que circulam em suas ruas. Faz limite com os bairros da Glória, Catete, Botafogo, Laranjeiras, Cosme Velho, Silvestre, Humaitá, Centro, Catumbi e Rio Comprido. Ele está localizado em uma colina com raízes no bairro da Lapa (Rio de Janeiro). Também há no bairro um pólo gastronômico, principalmente ao redor do Largo dos Guimarães, área nobre do bairro.
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prainha


Praia preferida dos surfistas, a Prainha chama a atenção pelas boas ondas e pela beleza natural – seus 700 metros são protegidos por morros cobertos por Mata Atlântica. Vale a pena chegar cedo para aproveitar o sol, que se esconde atrás das montanhas no meio da tarde.
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forte de copacabana


localiza-se na ponta de Copacabana, ao final da praia e bairro de mesmo nome, no Rio de Janeiro, Brasil.
Oficialmente denominado como Museu Histórico do Exército / Forte de Copacabana (MHEx/FC), computa atualmente um fluxo de cerca de dez mil visitantes por mês, constituindo-se em um dos mais belos cartões-postais da cidade.
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pão de açucar


A vista da Baía da Guanabara era o atrativo que levava curiosos e alpinistas a escalar o Pão de Açúcar, já em fins do século XIX. O desenvolvimento da engenharia levou, em 1908, o engenheiro Augusto Ferreira Ramos a idealizar um sistema teleférico que facilitasse o acesso a cume do monte.
Quando o bondinho foi construído, só existiam dois no mundo: o teleférico de Monte Ulia, na Espanha, com uma extensão de 280 metros e que foi construído em 1907; e o teleférico de Wetterhorn, na Suíça, com um extensão de 560 metros, construído em 1908.
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meus cachoeiras!

castelo de alhambra visto de sacromonte


O nome Alhambra, significa, em árabe a vermelha (Al Hamra الحمراء), deriva da cor dos tijolos de argila de que são feitas as muralhas. também relembra o clarão avermelhado das tochas que iluminaram os trabalhos de construção que se prolongavam durante anos; O palácio foi construído principalmente entre 1248 e 1354, nos reinados de Ibn-al-Ahmar e seus sucessores; Depois da conquista Cristã da cidade em 1492, os conquistadores começaram a alterar o complexo arquitectónico. Os trabalhos inacabados foram cobertos de cal, apagaram-se as pinturas e dourados, o mobiliário foi destruído. Carlos V (15161556) reconstruiu partes do complexo no estilo renascença. Filipe V (17001746) modificou os quartos para um estilo mais italianizante. a arte islâmica continuou a ser desfigurada. Em 1812, algumas das torres foram demolidas pelos franceses. O resto do edifício escapou por pouco - aliás, era essa a intenção inicial de Napoleão. Contudo, um soldado incapacitado, querendo frustar as intenções do seu comandante, desarmou alguns dos explosivos, salvando o que restava de Alhambra para a posteridade.
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trechos de diário 14 - granada - espanha

viver um outro agora é sobretudo um sonho. mesmo quando se pisa em uma praia qualquer que está à margem da rio-santos ou em itacaré ou em saquarema, guarda do embaú, olinda ou ouro preto. o mundo é essa maravilha. o homem quem estraga. vivemos hoje uma psicose global. uma corrida por ter tudo que se vende com o selo felicidade. é óbvio dizer que somos apenas escravo do desejo, do medo e do sonho. eu aproveito a oportunidade e pergunto ao senhor bem apessoado que está sentado a minha frente se é bom ter tudo. ele diz que depende, que sempre existem dois lados. mas uma coisa é certa. hoje é bem mais fácil ser feliz com muito dinheiro. o que eu não admito é que não se possa ser feliz com pouco. porque a felicidade não tem haver com ter e sim com estar ou ser. e ser pleno é um exercício diário e individual. saber conhecer a si, respeitar o próximo e o depois do próximo e ajudar sempre que for possível. escrever karmas, vivê-los e elevar a existência a uma coisa sem medo. ter coragem de agarrar uma bala com a mão, de cruzar zonas de risco e ainda mostrar a bunda na janela quando tudo dá errado. é esse o cerne da minha filosofia. desse viver e deixar viver. o resto são as fotos do ontem. vento e coqueiro - dança - música - trânsito - favela - baile funk - blitz da polícia - sangue - choro e uma vela acesa no chão pedindo paz na terra e no coração dos homens de boa vontade. foi bem cedo que descobri que essa história, essa cidade sou eu! são meus olhos arregalados buscando algo dentro de um quarto escuro. estou cego a todas as coisas. as músicas, as ninfas, elfos. estou cego aos cães que latem, cego as latas de lixo e as pessoas que nela almoçam. estou cego aos vírus, aos atabaques dos terreiros, aos cantos gregorianos, ao medo das cidades. estou cego, surdo e mudo! só atento ao sons que as nuves fazem quando se tocam. eu não tenho medo da morte porque esse é um mundo de mortos. por isso eu aviso, eu não vou morrer nunca pois minha palavra há de cruzar encarnações. porque todos quando completarem 18 anos terão ouvido falar de mim ou visto as pegadas que deixei na areia séculos atrás.
uma criança da china acaba de passar por mim. ela me olhou e sorriu e tudo que eu vinha escrevendo se desfez como pó...

quarta-feira, 7 de maio de 2008

las cuevas de sacromonte


granada é a cidade mais arábe da europa. lá existe um bairro chamado sacromonte onde os malucos vivem em covas cavadas na montanha há mais de mil anos. são freaks de todos os lugares que tocam acordeon, sax,violão, pandeiro, flamenco e uma música cigana moderna!
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trechos de diário 13

...o verão passou e eu sobrevivi e assim, inspirado nas andorinhas, vou em busca do eterno calor. viver dois verões por ano, em dois hemisférios diferentes me faz sentir tão livre quanto as árvores e os pássaros que percebem que os dias aumentam e as noites ficam mais curtas. não há escuridão à minha frente, nem treva alguma. só uma esperança que faz sentir a vida arranhar a pele. o grande negócio desse século para mim é viver, nem que para isso eu tenha que arrancar meu coração com a mão só para vê-lo pulsar. vamos lá, o sol ainda não se foi e se eu dormir, sei que vou sonhar. são os campos da minha infância que passam pelos meus sonhos. os cavalos. o zaino, o pangaré, a tordilha velha - aquela vaca que foi morta na frente da casa da fazenda deixando o sangue fresco no pasto trazendo todo o gado de todos os campos para assistir ao espetáculo mórbido. e eu, à cavalo, tentando espalhar a bicharada. vejo a lua cheia iluminando o pampa prateado e um peão voltando para a mangueira anunciado pelo trote de outros cavalos. ouço o ruído dos porcos, o bater do taco das botas no chão de madeira. sinto cheiro de carne de ovelha queimando e percebo o movimento do galpão com a empregada preparando o café. levanto e saio para a porta. alguém me oferece um mate e o ruído do amanhecer se desfaz cotidianamente. o dia amanhece, acordo e estou na espanha, em um trem, descendo rumo ao sul. mais uma vez ao sul. desta vez para andaluzia. imagino os guitarreiros, ouço o flamenco se aproximando em guitarras virtuosas e a cor vermelha de panos grudados a corpos suados...

aqui está fernando pessoa


o Mosteiro dos Jerónimos situa-se em Belém, Lisboa, à entrada do Rio Tejo. O monumento é considerado património mundial pela UNESCO e foi eleito como uma das sete maravilhas de Portugal. Encomendado pelo rei D. Manuel I, pouco depois de Vasco da Gama ter regressado da sua viagem à Índia, foi financiado em grande parte pelos lucros do comércio de especiarias. Inclui, entre outros, os túmulos dos reis D. Manuel I , D. João III, D. Sebastião e D. Henrique e ainda os de Vasco da Gama, Luís Vaz de Camões, e Fernando Pessoa.
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escrito numlivro abandonado em viagem

venho dos lados de beja
vou para o meio de lisboa
não trago nada e não acharei nada
tenho o cansaço antecipado do que não acharei,
e a saudade que sinto não é nem no pasado nem no futuro.
deixo escrita neste livro a imagem do meu desígno morto:
fui, como ervas, e não me arrancaram.

fernando pessoa

quinta-feira, 1 de maio de 2008

soul da américa do sul

o Cerrado é um tipo único de savana no mundo. ocorre no Brasil e em partes do Paraguai e na Bolívia, conhecido neste último como chaco. tem uma enorme biodiversidade vegetal e animal. é patrimônio ameaçado pelo crescimento da soja, pecuária, carvoaria e o desmatamento causado pela atividade madeireira e por freqüentes queimadas, devidas tanto às altas temperaturas e baixa umidade, quanto ao infortúnio do descuido humano.
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trechos de diário 12

estou de volta à grande babilônia, ao ar sujo, aos grandes engarrafamentos e as batidas de música eletrônica, beats que entram pela minha janela sem pedir licença, mesmo que seja um domingo nublado. importa ser de algum lugar ou ser de lugar nenhum? apenas parte de um mundo globalizado. os dias de festas, das grandes festas chegam e vão embora e fica somente uma vontade de preparar a mochila para viagem. de carro ou avião os lugares estão sempre parados apenas esperando o viajante. o que eu sinto agora é dormência espiritual, pobreza, desânimo. quero sair daqui, mas não sei para onde. sonho apenas uma casa no meio do mato com aranhas pelas paredes e um gato para matá-las. com silêncio, coisa que na cidade não existe. o que faço mesmo aqui? quem é esse que me olha quando eu olho o espelho? acho que dessa noite eu não passo. acho que essa noite não vou sonhar com nada e acordar louco. mas seguro firme meu olhar sereno, meu caminhar calmo e meu sorriso com desdém. quero descer de carro pelas estradas que me levam para casa, beira do mar, alto da montanha. Quero um pouco mais que essas conquistas. mais que esse nó na garganta, nódulo nas costas, ranger de dentes e noites de sonhos angustiantes. quero gritar, mas cada dia fico mais calado. já pensei em catar morangos na austrália, ver o que aconteceria se as coisas deixassem de dar tão certo. já toquei violão, fiz tatuagem no braço, comi chocolate e nada adiantou. agora só quero o nirvana. minha mente quieta, espinha ereta e coração tranqüilo.
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hoje em dia não existe prazer nenhum em ir a um lugar deserto para ver a cidade e o desenho das ruas pequenas porque pode vir alguém e levar o que você tem com uma arma na mão e nenhuma idéia na cabeça. O medo, a paranóia, o cuidado, estar atento e prevenido é o que tem porque existem provas irrefutáveis que deus morreu e não há nada depois do aqui e agora. sim. se você não curtir já era. o dia vai amanhecer de qualquer forma se você não estiver e sua alma não vai à parte alguma. se você desencarnar, não vai nascer de novo, não vai iluminar subir aos céus no terceiro dia ou coisa do gênero. só resta ficar para tentar fazer dessa vida uma coisa urgente. Por tudo isso é preciso se mexer. montar um talismã só pela falta do que fazer. ir buscar pedras em muitos mares e, sobretudo sonhar com praias de preferência, embora os campos e desertos exerçam em mim um fascínio de mil anos. amo cada canto desse lugar, cada segundo dessa existência. amo, embora passe tempos sem sentir nada além de fome, sono ou frio. parado em qualquer esquina de qualquer lugar é possível criar teorias sócias antropológicas metafísicas que não servem absolutamente para nada, além de fazer o tempo passar. mas o tempo passa sempre e isso é até ridículo dizer. só que muitas vezes eu tentei atrasar o relógio só para ganhar uma hora.
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...sim eu sei que os carros nunca param de cruzar, as árvores de crescer e agora mesmo na casa antiga do lado uma criança nasceu.sei da beleza de subir uma montanha para sentir o vento seco bater no rosto ou contemplar o crepúsculo. sei que pouca coisa muda quando a gente volta. sei que minha alma, quando entro em casa vai para geladeira. É preciso ver a cidade, desacelerar o tempo e prestar atenção que por entre os ruídos dos carros, ainda pode se ouvir o mesmo vento que se ouve em todos os lugares...

lanchonete da cidade


fran, eu e joão carrascosa em são paulo. comendo hamburger como antigamente, descansando da gravação do mundo de valentina!
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são paulo food's

morei em são paulo por dois anos. capital finaceira do brasil. museus legais, parques bonitos, altas baladas. mas o que se faz mesmo em são paulo é comer. ninguém pode dizer qual é melhor restaurante, mas sim quais os preferidos.
começo pelo spot. parede de vidro, ambiente descolado e comida muito boa. fica na Al. Ministro Rocha Azevedo, 72 - Cerqueira César -Tel: (11) 3283-0946.
na hora do almoço, perto do spot tem um restaurante hare krisna chamado gopala pressada. é muito legal ir lá. a comida é boa, o ambiente parece a índia, embora eu nunca tenha estado na índia, e o preço é justo, diria até barato. fica na antônio carlos, 413. http://brincandodechef.blogspot.com/2007/09/cozinha-natural-com-sabor-da-ndia.html
eu morava na vila madalena, então o meu feijão com arroz era na mercearia são pedro. picanha na hora e batata frita. fica na R. Rodésia, 34 . para beber um chopp o genésio. na Fidalga, 259. ou no são cristóvão, Aspicuelta, 533.
o resturante do mam no parque do ibaruera tem um buffet sempre colorido e cheio de comidas diferentes.
ainda tem lanchonete da cidade para comer hamburger. fica nos jardins na alameda tietê. de quebra o espetinho de camarão empanado de rua na saída do metro no bairro da liberdade.
poderia ficar ainda alguns dias aqui citando restaurantes, mas se vc for visitar são paulo, acredito que irá se divertir nesses lugares.

algumas estradas


no norte do cerrado goiano, a cerca de 230 km de Brasília, está a Chapada dos Veadeiros. o mais antigo patrimônio geológico da América do Sul, formada há 1,8 bilhão de anos. A beleza natural e a aura mística faz que a região seja a mais procurada do centro oeste do brasil. o acesso ao parque localiza-se junto ao vilarejo de São Jorge, distando 36 km da cidade de Alto Paraíso, em estrada parcialmente asfaltada. sào joão é a mais roots das cidades ao redor e é um excelente lugar para ficar.
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estrada de nazca


As linhas de Nazca formam desenhos só vistos dos céus. ficam no sul do peru, no deserto. Foram feitas pelo povo Nazca, entre 200 a.C. e 600 d.C. a área de Nazca, onde se encontram os desenhos, é conhecida pelo nome de Pampa Colorada. Do ar, as "linhas" incluem não só linhas e formas geométricas, mas também representações de animais e plantas estilizadas. Algumas, incluindo imagens de humanos, estendem-se pelas colinas nos limites do deserto. tem gente que acha que foram desenhadas como sinal para os extra-terrestres.
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fim do brasil


A Reserva do Taim é a mais importante do Rio Grande do Sul e fica a 200 km ao sul de Pelotas e antes de Chuí (extremo sul do Brasil e divisa com o Uruguai). A reserva é habitada por jacarés, lontras, capivaras, ratões-do-banhado, além de lobos marinhos. A única estrada é a BR 471. São 16 km onde a velocidade máxima de 60 km deve ser necessáriamente obedecida, em face do encanto do local, da possilidade de atropelar animais e ser multado por um radar eletrônico.
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trechos de diário 11

faz tempo que descobri que a realidade supera a ficção de qualquer escritor. veja você que em poucos meses eu cruzei tantos lugares que seria difícil imaginar e ver o que há em cada canto destes e saber de cada personagem que se perde ao cruzar a esquina. fiquei um tempo tentando prever o destino do casal que conheci na casa de paulo. o rasta nem português falava direito e a australiana falava inglês. estavam seguindo para costa rica, de ônibus para chegar não se sabe bem onde, nem como, se empurrando na floresta amazônica em barcos, dormindo em redes, cruzando as guerrilhas na colômbia, as febres, a malária e a cólera vivendo esse brasil por dentro com populações isoladas dos convívios das gentes, sem notícias dos americanos mortos no iraque somente cuidando a época do plantio e da colheita, do nascer e do pôr-do-sol, arrumando uma erva para queimar e vendo o mundo passar mais ligeiro que o próprio tempo.
no fim da noite,me despedi dos amigos e desci as ladeiras antigas de são luís, cheirava a mijo. acabei vendo um povo feio, pobre dançando reggae agarradinho.
agora estou de novo em um avião voando para casa, sentindo falta de um bom cálice de vinho.
antes de viajar joguei fora muitas revistas, livros. vou fazer isso com os cds. não devemos ter muito. o exercício de jogar as coisas fora impede a pessoa de envelhecer. não me importo se não sei nada sobre a genealogia da família. a gente não é o que os outros foram. nossa história se faz de página vivida e página virada. aos meus pais agradeço pela educação, mas sobretudo a oportunidade de poder existir para olhar. sem julgamentos, sem maldade demais, sem bondade falsa, saber passar como o vento falado anteriormente. pensando bem eu sou o vento que bate na minha cara. Olho para um lado é junho, não tenho tempo de virar a cabeça e já é agosto e vi mais nesse tempo que alguém viu em uma vida. abro os olhos, espio pela janela do avião e já não vejo o mar, vejo um sol rodando e iluminando tudo que existe de mais longe. é dia, os anjos repousam ao redor, os personagens dessas histórias estão presos aqui e ao mesmo tempo estão seguindo os próprios caminhos, tomando as infinitas decisões...

que luz é aquela atrás de mim?


O Itaimbezinho é um cânion situado no Parque Nacional de Aparados da Serra, no Rio Grande do Sul, Brasil, a cerca de 170 km ao nor-nordeste de Porto Alegre, próximo à fronteira do estado de Santa Catarina.
O cânion tem uma extensão de 5,8 km, com uma largura máxima de 2 km e uma altura máxima de cerca de 700 m, sendo percorrido pelo arroio Perdizes. Além deste, existem outros cânions, tais como o Cânion Fortaleza, Cânion Malacara e o Cânion da Pedra.
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pausa em pessoa 1

vem noite, antiquissíma e identica,
noite rainha nascida destronada,
noite igual por dentro ao silêncio, noite
com as estrelas lantejoulas rápidas
no teu vestido franjado de infinito...

quarta-feira, 30 de abril de 2008

dois graus abaixo do equador


São Luís do Maranhão foi fundada em 1612. é a única cidade brasileira fundada pelos Franceses e é uma das três capitais brasileiras localizadas em ilhas (as outras são Florianópolis e Vitória). São Luís tem manifestações muito fortes como o bumba-meu-boi, festa de tradição afro-indígena além disso, possui o "Tambor de Crioula", o "Cacuriá", o "Tambor de Mina". Estas manifestações acontecem no período das festas juninas.
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trechos de diário 10

... então o sol vermelhou mergulhando na terra. o ar seco desenhava contornos nas sombras do cerrado. o campo extenso era amarelo. estava uma terra incrivelmente grande, quieta e amarela. havia gado, trilhas e muita poeira. percebia que o tempo havia me trazido de volta à realidade do meu país. sempre soube da dureza de voltar e estava com a alma preparada. depois de ter retornado para minha vila no sul do sul, peguei o avião outra vez e cheguei em são luís do maranhão. em uma praia que não lembro o nome, conheci niemayer, filho de paulo. o moleque tinha 5 anos. eu estava sem calção de banho e ele falou sobre sobre o direito da pessoa de ir e vir e andar pelado na praia se for esse o gosto. acabou que nadei, não pelado, mas de cuecas.
no centro histórico de são luís pude passear por ruas muito antigas. o pai do moleque é fotógrafo. vive há 23 anos no maranhão e teve um filho porque olhou para uma mulher que ele pouco conhecia e combinou ter um filho. depois, os dois descobriram que não se aturavam nem por 15 minutos. paulo está esperando a criança fazer 12 anos para jogá-lo na estrada. a estrada é a vida deste fotógrafo. quando eu o conheci e ele havia passado pelo fórum social mundial em porto alegre e desceu em florianópolis. ali eu estava na casa de ram. isso já faz alguns anos. era uma casa no canto dos araças, em frente de um cascata com pedras lindas e água gelada. não existia luz elétrica e tínhamos que pendurar as frutas em cestas, bem como os pães, para os bichos do mato não comerem. estavam na casa, eu, Ram, que agora está meditando nas montanhas da noruega, uma australiana, junto de um matuto, um argentino muito rico que possuía um castelo no outro lado da lagoa e paulo chegou por lá para passar uns dias e ficou um mês. vivemos felizes naquela casa/comunidade comendo comida natural e tocando violão.
agora eu estava de novo, no meio do mesmo tipo de maluco, só que num casarão antiguíssimo no centro histórico de são luís. conheci um rasta sergipano que também namorava uma australiana. as australianas gostam de matutos e eu conversei com os dois e depois eles saíram para um festival de reggae. fiquei por ali falando com um menino de 17 anos. ele havia vindo de Minas e agora estava vivendo de luz. comia nada ou quase nada. o processo para se viver de luz dura 21 dias. ele ficou 7 dias sem comer nem beber, depois fez não sei o que e disse que o alimento ingerido foi para somar a energia do sol. pouca comida deixa a pessoa calma. saber passar e deixar passar é o aprendizado desta estrada, especialmente quando se está, em um curto espaço de tempo, em muitos lugares. quem está solto no mundo, automaticamente exercita o desapego, porque a gente perde coisas pelo caminho. o casarão é um estúdio de fotos e as fotos dos lençóis maranhenses impressionam pela imensidão e claridade de um deserto repleto de lagos com águas transparente. isso é o Brasil. um sem números de paisagens, especialmente quando se entra no interior. o que eu sei é que a bagagem do viajante deve ser leve. o que eu quero é passar como o vento passa, como rio corre. A gente nunca vê duas vezes o mesmo rio...

terça-feira, 29 de abril de 2008

porto alegre


Em 2001, porto alegre foi a cidade sede da primeira edição Fórum Social Mundial, evento agora itinerante, que enfoca as questões sociais do mundo atual sob a perspectiva da esquerda política. Foi sede deste evento também em 2002, 2003 e 2005.
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sábado, 26 de abril de 2008

sul food´s

eu não sei se alguém vai visitar porto alegre para turismo. minha cidade é muito boa, para quem mora lá. tá bom. tem uma noite legal e alguns restaurantes bons.

minha dica para comer é o koh pee pee, que na verdade é o melhor tailandes desse brasil. aqui está o site http://www.kohpeepee.com.br/ outro lugar que eu recomendo é o lê bistro. bom para o almoço. da última vez que visitei porto alegre, digo, na semana passada, comi no press e gostei. http://www.presscafe.com.br/ mas vá lá, o que mais tenho saudades de porto alegre é o bauru do trianon!

em florianópolis, outra cidade que chamo de minha, a dica é uma pizzaria que fica no canto da lagoa. se chama nave mãe. fica na rua Laurindo Januário da Silveira, 1296 e o telefone é o (48) 3232-8623. meu amigo hare que me levou a primeira vez e sempre que chego na ilha quero comer lá.

já na praia do rosa, vale a pena gastar uma grana para comer no tigre asiático. comida oriental misturada e ambiente bem legal. fica na estrada geral do rosa e não tem número. o resto é PF.