quinta-feira, 1 de maio de 2008

soul da américa do sul

o Cerrado é um tipo único de savana no mundo. ocorre no Brasil e em partes do Paraguai e na Bolívia, conhecido neste último como chaco. tem uma enorme biodiversidade vegetal e animal. é patrimônio ameaçado pelo crescimento da soja, pecuária, carvoaria e o desmatamento causado pela atividade madeireira e por freqüentes queimadas, devidas tanto às altas temperaturas e baixa umidade, quanto ao infortúnio do descuido humano.
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trechos de diário 12

estou de volta à grande babilônia, ao ar sujo, aos grandes engarrafamentos e as batidas de música eletrônica, beats que entram pela minha janela sem pedir licença, mesmo que seja um domingo nublado. importa ser de algum lugar ou ser de lugar nenhum? apenas parte de um mundo globalizado. os dias de festas, das grandes festas chegam e vão embora e fica somente uma vontade de preparar a mochila para viagem. de carro ou avião os lugares estão sempre parados apenas esperando o viajante. o que eu sinto agora é dormência espiritual, pobreza, desânimo. quero sair daqui, mas não sei para onde. sonho apenas uma casa no meio do mato com aranhas pelas paredes e um gato para matá-las. com silêncio, coisa que na cidade não existe. o que faço mesmo aqui? quem é esse que me olha quando eu olho o espelho? acho que dessa noite eu não passo. acho que essa noite não vou sonhar com nada e acordar louco. mas seguro firme meu olhar sereno, meu caminhar calmo e meu sorriso com desdém. quero descer de carro pelas estradas que me levam para casa, beira do mar, alto da montanha. Quero um pouco mais que essas conquistas. mais que esse nó na garganta, nódulo nas costas, ranger de dentes e noites de sonhos angustiantes. quero gritar, mas cada dia fico mais calado. já pensei em catar morangos na austrália, ver o que aconteceria se as coisas deixassem de dar tão certo. já toquei violão, fiz tatuagem no braço, comi chocolate e nada adiantou. agora só quero o nirvana. minha mente quieta, espinha ereta e coração tranqüilo.
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hoje em dia não existe prazer nenhum em ir a um lugar deserto para ver a cidade e o desenho das ruas pequenas porque pode vir alguém e levar o que você tem com uma arma na mão e nenhuma idéia na cabeça. O medo, a paranóia, o cuidado, estar atento e prevenido é o que tem porque existem provas irrefutáveis que deus morreu e não há nada depois do aqui e agora. sim. se você não curtir já era. o dia vai amanhecer de qualquer forma se você não estiver e sua alma não vai à parte alguma. se você desencarnar, não vai nascer de novo, não vai iluminar subir aos céus no terceiro dia ou coisa do gênero. só resta ficar para tentar fazer dessa vida uma coisa urgente. Por tudo isso é preciso se mexer. montar um talismã só pela falta do que fazer. ir buscar pedras em muitos mares e, sobretudo sonhar com praias de preferência, embora os campos e desertos exerçam em mim um fascínio de mil anos. amo cada canto desse lugar, cada segundo dessa existência. amo, embora passe tempos sem sentir nada além de fome, sono ou frio. parado em qualquer esquina de qualquer lugar é possível criar teorias sócias antropológicas metafísicas que não servem absolutamente para nada, além de fazer o tempo passar. mas o tempo passa sempre e isso é até ridículo dizer. só que muitas vezes eu tentei atrasar o relógio só para ganhar uma hora.
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...sim eu sei que os carros nunca param de cruzar, as árvores de crescer e agora mesmo na casa antiga do lado uma criança nasceu.sei da beleza de subir uma montanha para sentir o vento seco bater no rosto ou contemplar o crepúsculo. sei que pouca coisa muda quando a gente volta. sei que minha alma, quando entro em casa vai para geladeira. É preciso ver a cidade, desacelerar o tempo e prestar atenção que por entre os ruídos dos carros, ainda pode se ouvir o mesmo vento que se ouve em todos os lugares...

lanchonete da cidade


fran, eu e joão carrascosa em são paulo. comendo hamburger como antigamente, descansando da gravação do mundo de valentina!
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são paulo food's

morei em são paulo por dois anos. capital finaceira do brasil. museus legais, parques bonitos, altas baladas. mas o que se faz mesmo em são paulo é comer. ninguém pode dizer qual é melhor restaurante, mas sim quais os preferidos.
começo pelo spot. parede de vidro, ambiente descolado e comida muito boa. fica na Al. Ministro Rocha Azevedo, 72 - Cerqueira César -Tel: (11) 3283-0946.
na hora do almoço, perto do spot tem um restaurante hare krisna chamado gopala pressada. é muito legal ir lá. a comida é boa, o ambiente parece a índia, embora eu nunca tenha estado na índia, e o preço é justo, diria até barato. fica na antônio carlos, 413. http://brincandodechef.blogspot.com/2007/09/cozinha-natural-com-sabor-da-ndia.html
eu morava na vila madalena, então o meu feijão com arroz era na mercearia são pedro. picanha na hora e batata frita. fica na R. Rodésia, 34 . para beber um chopp o genésio. na Fidalga, 259. ou no são cristóvão, Aspicuelta, 533.
o resturante do mam no parque do ibaruera tem um buffet sempre colorido e cheio de comidas diferentes.
ainda tem lanchonete da cidade para comer hamburger. fica nos jardins na alameda tietê. de quebra o espetinho de camarão empanado de rua na saída do metro no bairro da liberdade.
poderia ficar ainda alguns dias aqui citando restaurantes, mas se vc for visitar são paulo, acredito que irá se divertir nesses lugares.

algumas estradas


no norte do cerrado goiano, a cerca de 230 km de Brasília, está a Chapada dos Veadeiros. o mais antigo patrimônio geológico da América do Sul, formada há 1,8 bilhão de anos. A beleza natural e a aura mística faz que a região seja a mais procurada do centro oeste do brasil. o acesso ao parque localiza-se junto ao vilarejo de São Jorge, distando 36 km da cidade de Alto Paraíso, em estrada parcialmente asfaltada. sào joão é a mais roots das cidades ao redor e é um excelente lugar para ficar.
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estrada de nazca


As linhas de Nazca formam desenhos só vistos dos céus. ficam no sul do peru, no deserto. Foram feitas pelo povo Nazca, entre 200 a.C. e 600 d.C. a área de Nazca, onde se encontram os desenhos, é conhecida pelo nome de Pampa Colorada. Do ar, as "linhas" incluem não só linhas e formas geométricas, mas também representações de animais e plantas estilizadas. Algumas, incluindo imagens de humanos, estendem-se pelas colinas nos limites do deserto. tem gente que acha que foram desenhadas como sinal para os extra-terrestres.
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fim do brasil


A Reserva do Taim é a mais importante do Rio Grande do Sul e fica a 200 km ao sul de Pelotas e antes de Chuí (extremo sul do Brasil e divisa com o Uruguai). A reserva é habitada por jacarés, lontras, capivaras, ratões-do-banhado, além de lobos marinhos. A única estrada é a BR 471. São 16 km onde a velocidade máxima de 60 km deve ser necessáriamente obedecida, em face do encanto do local, da possilidade de atropelar animais e ser multado por um radar eletrônico.
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trechos de diário 11

faz tempo que descobri que a realidade supera a ficção de qualquer escritor. veja você que em poucos meses eu cruzei tantos lugares que seria difícil imaginar e ver o que há em cada canto destes e saber de cada personagem que se perde ao cruzar a esquina. fiquei um tempo tentando prever o destino do casal que conheci na casa de paulo. o rasta nem português falava direito e a australiana falava inglês. estavam seguindo para costa rica, de ônibus para chegar não se sabe bem onde, nem como, se empurrando na floresta amazônica em barcos, dormindo em redes, cruzando as guerrilhas na colômbia, as febres, a malária e a cólera vivendo esse brasil por dentro com populações isoladas dos convívios das gentes, sem notícias dos americanos mortos no iraque somente cuidando a época do plantio e da colheita, do nascer e do pôr-do-sol, arrumando uma erva para queimar e vendo o mundo passar mais ligeiro que o próprio tempo.
no fim da noite,me despedi dos amigos e desci as ladeiras antigas de são luís, cheirava a mijo. acabei vendo um povo feio, pobre dançando reggae agarradinho.
agora estou de novo em um avião voando para casa, sentindo falta de um bom cálice de vinho.
antes de viajar joguei fora muitas revistas, livros. vou fazer isso com os cds. não devemos ter muito. o exercício de jogar as coisas fora impede a pessoa de envelhecer. não me importo se não sei nada sobre a genealogia da família. a gente não é o que os outros foram. nossa história se faz de página vivida e página virada. aos meus pais agradeço pela educação, mas sobretudo a oportunidade de poder existir para olhar. sem julgamentos, sem maldade demais, sem bondade falsa, saber passar como o vento falado anteriormente. pensando bem eu sou o vento que bate na minha cara. Olho para um lado é junho, não tenho tempo de virar a cabeça e já é agosto e vi mais nesse tempo que alguém viu em uma vida. abro os olhos, espio pela janela do avião e já não vejo o mar, vejo um sol rodando e iluminando tudo que existe de mais longe. é dia, os anjos repousam ao redor, os personagens dessas histórias estão presos aqui e ao mesmo tempo estão seguindo os próprios caminhos, tomando as infinitas decisões...

que luz é aquela atrás de mim?


O Itaimbezinho é um cânion situado no Parque Nacional de Aparados da Serra, no Rio Grande do Sul, Brasil, a cerca de 170 km ao nor-nordeste de Porto Alegre, próximo à fronteira do estado de Santa Catarina.
O cânion tem uma extensão de 5,8 km, com uma largura máxima de 2 km e uma altura máxima de cerca de 700 m, sendo percorrido pelo arroio Perdizes. Além deste, existem outros cânions, tais como o Cânion Fortaleza, Cânion Malacara e o Cânion da Pedra.
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pausa em pessoa 1

vem noite, antiquissíma e identica,
noite rainha nascida destronada,
noite igual por dentro ao silêncio, noite
com as estrelas lantejoulas rápidas
no teu vestido franjado de infinito...

quarta-feira, 30 de abril de 2008

dois graus abaixo do equador


São Luís do Maranhão foi fundada em 1612. é a única cidade brasileira fundada pelos Franceses e é uma das três capitais brasileiras localizadas em ilhas (as outras são Florianópolis e Vitória). São Luís tem manifestações muito fortes como o bumba-meu-boi, festa de tradição afro-indígena além disso, possui o "Tambor de Crioula", o "Cacuriá", o "Tambor de Mina". Estas manifestações acontecem no período das festas juninas.
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trechos de diário 10

... então o sol vermelhou mergulhando na terra. o ar seco desenhava contornos nas sombras do cerrado. o campo extenso era amarelo. estava uma terra incrivelmente grande, quieta e amarela. havia gado, trilhas e muita poeira. percebia que o tempo havia me trazido de volta à realidade do meu país. sempre soube da dureza de voltar e estava com a alma preparada. depois de ter retornado para minha vila no sul do sul, peguei o avião outra vez e cheguei em são luís do maranhão. em uma praia que não lembro o nome, conheci niemayer, filho de paulo. o moleque tinha 5 anos. eu estava sem calção de banho e ele falou sobre sobre o direito da pessoa de ir e vir e andar pelado na praia se for esse o gosto. acabou que nadei, não pelado, mas de cuecas.
no centro histórico de são luís pude passear por ruas muito antigas. o pai do moleque é fotógrafo. vive há 23 anos no maranhão e teve um filho porque olhou para uma mulher que ele pouco conhecia e combinou ter um filho. depois, os dois descobriram que não se aturavam nem por 15 minutos. paulo está esperando a criança fazer 12 anos para jogá-lo na estrada. a estrada é a vida deste fotógrafo. quando eu o conheci e ele havia passado pelo fórum social mundial em porto alegre e desceu em florianópolis. ali eu estava na casa de ram. isso já faz alguns anos. era uma casa no canto dos araças, em frente de um cascata com pedras lindas e água gelada. não existia luz elétrica e tínhamos que pendurar as frutas em cestas, bem como os pães, para os bichos do mato não comerem. estavam na casa, eu, Ram, que agora está meditando nas montanhas da noruega, uma australiana, junto de um matuto, um argentino muito rico que possuía um castelo no outro lado da lagoa e paulo chegou por lá para passar uns dias e ficou um mês. vivemos felizes naquela casa/comunidade comendo comida natural e tocando violão.
agora eu estava de novo, no meio do mesmo tipo de maluco, só que num casarão antiguíssimo no centro histórico de são luís. conheci um rasta sergipano que também namorava uma australiana. as australianas gostam de matutos e eu conversei com os dois e depois eles saíram para um festival de reggae. fiquei por ali falando com um menino de 17 anos. ele havia vindo de Minas e agora estava vivendo de luz. comia nada ou quase nada. o processo para se viver de luz dura 21 dias. ele ficou 7 dias sem comer nem beber, depois fez não sei o que e disse que o alimento ingerido foi para somar a energia do sol. pouca comida deixa a pessoa calma. saber passar e deixar passar é o aprendizado desta estrada, especialmente quando se está, em um curto espaço de tempo, em muitos lugares. quem está solto no mundo, automaticamente exercita o desapego, porque a gente perde coisas pelo caminho. o casarão é um estúdio de fotos e as fotos dos lençóis maranhenses impressionam pela imensidão e claridade de um deserto repleto de lagos com águas transparente. isso é o Brasil. um sem números de paisagens, especialmente quando se entra no interior. o que eu sei é que a bagagem do viajante deve ser leve. o que eu quero é passar como o vento passa, como rio corre. A gente nunca vê duas vezes o mesmo rio...

terça-feira, 29 de abril de 2008

porto alegre


Em 2001, porto alegre foi a cidade sede da primeira edição Fórum Social Mundial, evento agora itinerante, que enfoca as questões sociais do mundo atual sob a perspectiva da esquerda política. Foi sede deste evento também em 2002, 2003 e 2005.
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