sábado, 1 de março de 2008

o último tango em new york. ou da fita cassete ao ipod


percebam o itinerário do metro e a sacola no colo do meu vizinho. forever young do bob dylan seria a última canção, caso eu não descesse duas estações antes.
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para ouvir por aí ou bob dylan forever young

fiquei imaginando uma lista com os melhores sons para viagens. lembrei do que escutava antes do i-pod. marcar uma viagem significava fazer uma fita. uma cassete mesmo para tocar no walkman. sim, eu fui da fita para o ipod. nunca gostei de viajar com dc players porque pulavam muito. então acabei sendo um daqueles saudosistas que foram com as cassetes no bolso até quase a extinção. no fim eu até escondia o walkman porque as pessoas olhavam estranho para ele. enfim. nas primeiras viagens de surf de porto alegre para garopaba o som da época era rock australiano. gangajang, midnight oil, australian crown, algum reggae, bob marley, ub40, e algum the cure e smiths. Depois ouve uma transição para doors, janis, raul seixas.

uma vez fomos surfar no uruguai com um chevete marron que era do stanley. fomos eu ele e enrique. eu estava numa fase cateano transa e eles ouvindo sepultura e metallica. eu não gostava de som pesado porque meu negócio era a tranquilidade. então cada um tinha o direito a um lado de uma cassete. a viagem levava quase oito horas e eu ia torturado e torturante até lá. primeiro eu sofria por uma hora, depois os dois sofriam por meia. embora eu achasse que eles sofriam mais por odiarem mais caetano que eu o sepultura. a gente até tinha o nirvana em comum, mas na guerra das fitas, kurt cobain ficou esquecido no porta luvas.

minha última fita foi comigo para new york. lá meu walkman quebrou e logo acabei no mp3. a minha última cassete tinha caetano cantando for no one e lady madonna dos beatles e muito lou reed. eu, um ano antes havia andado com mano chao de trem desde barcelona até napoli. meu i pod comprei em chicago e roubei as músicas do computador do emerson, um amigo que digamos entende de som. fiquei um mês em nyc ouvindo bill writhers, tom jobim e uma coletânea de blacks antigos.
mas de todas as músicas ouvidas em todos os carros, trens, ônibus e aviões eu fico com forever young do bob dylan. ok, pouca coisa se compara com a versão do hendrix para like a rolling stones, mas eu fico com forever young.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

a culpa é da minha mãe


eu avisei que não era para levar a criança para garopaba com apenas um ano de vida. olha no que deu!
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amigos estradeiros

dizem que uma amizade nascida na estrada dura quatro vidas. assino embaixo. desde que fui contaminado pelo vírus da viagem, pensei que viajar sozinho era a melhor opção. a verdade é que a gente nunca está sozinho. sempre estamos conhecendo novas pessoas ou fortalecendo antigos laços. faço aqui uma homenagem aos amigos que viveram essas lembranças comigo. diego joão emerson stanley enrique felipe diogo lucas duda rafa biota carlinhos miguel matias matias. esses dois últimos argentinos. veja bem até argentinos se tornam melhores amigos. un saludo a ustedes! todas essas pessoas que cruzei pelo caminho, fica aqui minha homenagem e agradecimento. cada um de vcs me ensinou alguma coisa. om!

chapada dos veadeiros.


miguel - biota e eu, descanso na rede! 2004
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méxico - piramides astecas.


carlinhos biota e eu. 2005.
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equipe ralando


rafa, biota e eu. estava frio, mas era bom demais. holanda 2005.
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fim de tarde no brooklyn


duda guedes. irmão batera. vendo um fim de tarde em cima do telhado. 2005.
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capri itália


maestro matias. argentino clandestino mochilando comigo na itália. ano 2000
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stanley, enrique e eu


desbravando o uruguai atrás ondas geladas. 1993. dormindo na barraca e acordando com sepultura. cade minha fita do caetano?
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hare om krisna ram


diogo se chamava diogo, não era haridas. lucas era lucas não ram child star. muitas viagens na década de 90. elo perdido em porto alegre. de lá para o mundo. jaya govinda om
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o mundo começa agora


diego eu e gustavo. isso deve ser 1983. ir para a fazenda do diego no catimbau em alegrete RS era uma viagem. não tinha luz, fazia frio e tinha semanas, eu disse semanas que nem banho rolava, pois a água era gelada demais.
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o começo

emerson, joão felipe, eu e a parati. isso deve serem 1991. praia dos ingleses, santa catarina. não sei como a gente chegava, pois meu amigo joão era muito cego e dirigia perigosamente. ir de porto alegre para santa catarina era a maior viagem desses tempos.
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