sábado, 5 de abril de 2008

cidade livre


A Cidade Livre de Christiania é uma comunidade independente localizada na cidade de Copenhagam, Dinamarca. A antiga área foi ocupada em 1971 por alguns milhares de hippies, anarquistas, artistas e músicos, como uma forma de protesto ao governo da Dinamarca. Carros e as chamadas "drogas pesadas" são proibidos em Christiania. Já o consumo de drogas "leves" passou a ser tolerado. Entretanto, em 16 de Março de 2003, autoridades evacuaram a rua Pusher Street, que se tornou conhecida como ponto de venda de maconha – uma atracção turística –, e prenderam mais de 50 negociadores da erva.
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trechos de diário 5

... acordei faminto. o café do hotel barato, perto da estação de trem de copenhagem havia acabo e saí vagando pela cidade. caminhei zonzo, com dor nas costas e muito frio. faz frio, mesmo no verão. tem um grande festival rolando perto. não tenho a mínima idéia do que fazer. não sei bem como vim parar na dinamarca. enfim, meu décimo sétimo país. tipos esquisitos passam por mim, velhos e crianças. estou sentado no banco de um parque. não sei que parque. as pessoas usam pouca roupa. vem um vento gelado. acabei de comer um sanduíche. hoje tomei uma ducha quente nas costas. fico pensando na capacidade que o homem tem em se adaptar. a gente se adapta a tudo. a falta de banho, pouca comida, ficar sozinho, até a prisão..
passou quase todo dia e não falei com ninguém. esses dias são peculiares. dias de silêncio e solidão. dia de vento e felicidade. sinto uma profunda alegria por tudo. por existirem velhos e crianças a passarem por mim, alegria por não saber o que fazer aqui e estar escrevendo passando frio no parque de copenhagem. vejo um lago e patinhos há uma grande estufa ao longe é para lá que vou.

sexta-feira, 4 de abril de 2008

pampa gaúcho

como é linda a liberdade sobre o lombo do cavalo, ouvir o canto do galo, anunciando a madrugada, dormir na beira da estrada, um sono largo e sereno e ver que o mundo é pequeno e a vida não vale nada!
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lost

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trechos de diário 4

...andando pelas ruas de amsterdã, entro em uma livraria. compro um livro com capa vermelha, ali, prometo escrever uma história. algo que eu sonhara ser um dia. um escritor outsider, fazendo doideiras pelo mundo e esperando a hora de ganhar uma grana com literatura barata on the road para poder fazer mais, andar, beber e quem sabe até dançar. além do livro vermelho de couro, com folhas de papel reciclado, com escritos em árabe na capa, parecendo um livro de orações, compro também um jornal inglês onde leio a notícia que um comediante entrou na festa de 21 anos do príncipe williams. foi o maior susto da família real inglesa nos últimos 20 anos. antes um homem havia conseguido entrar no quarto da rainha. acho uma grande bobagem, porque não tenho a mínima curiosidade em saber dessa nobreza, ou melhor, realeza. eu que sou brasileiro, que viajo com nada, com passaportes comprados, com uma malandragem de 200 anos de povo sei o que sei e aprendo com os olhos.aprendo a ficar calado e ouvir sempre alguém que mente bem mais que eu.perco um tempo enorme, sentado ao sol de um dos canais esperando um barco de turista que jamais irá passar. sei que tenho um encontro com amigos e logo estou num restaurante colorido. na minha frente um casal. parecem felizes, mas não sabem que logo, quando a festa acabar, quando os tambores cessarem, os DJs forem embora e recolherem o último bêbado do lugar, irão brigar e não se verão jamais. assim é o mundo. um descuido e já foi. sobram apenas fotos e uma ou outra lembrança quando um cheiro faz reviver o passado. assim é e assim será...

quarta-feira, 2 de abril de 2008

vista da ilha pelo brooklyn


Many ethnic groups have enclaves within Williamsburg, including Germans, Hasidic Jews, Italians, Puerto Ricans, and Dominicans. The neighborhood is also a magnet for young people moving to New York City. Some residents view Williamsburg as a haven for established immigrant families, while other residents see it as an area of exclusive artists and hipsters.
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new york por aí

What's up? motherfucker!?
deixo aqui minhas dicas de new york.
tem um restaurante que fica em um bairro super descolado chamado williamsburg. no brooklyn, na primeira estação de metro quando sai da ilha. vcs devem descer na bedford street. o restaurante se chama sea. vale a pena chegar ainda de dia e dar um rolé pela vizinhança. williamsburg é o que foi o soho antes do soho ser tão comercial. no fim da rua do restaurante vcs podem ver a ilha como nessa foto.
mando o link em anexo, caso queiram fazer reserva. no site tem também o mapa para chegar lá.
http://searestaurant.com/

quando vc cansar de ver lojas e quiser tomar uma cerveja, meu conselho é ir ao pub mais antigo de new york. o bar está aberto desde 1845 e é um velho saloon irlandes que só vende cerveja em couple, ou seja, vc tem que pedir duas de cada vez. e é seu dever dar uma gorjeta para o garçon, pois, como velhos irlandeses, eles não são muito educados.
se chama McSorley's Ale House e fica no esat village. 15 E. 7th St.
o site é http://www.mcsorleysnewyork.com/

agora uma dica de loja. nesse ponto não sou especialista. mas urban outfiter é um lugar bem legal para comprar roupas de homem e de mulher.
http://www.urbanoutfitters.com/urban/index.jsp

para terminar, tem um anexo do moma (o museu) que fica em long island. no sábado de tarde rola uma festa muito legal no meio das obras de arte. mas eu não sei se o evento acontece no ano todo ou só no verão. se chama PS1. o endereço está no site na legenda da foto abaixo! http://www.ps1.org/ps1_site/index.php.

tomem um cappucino no starbucks por mim. vai ter um bem perto de onde vcs estirem.
http://www.starbuckseverywhere.net/NewYorkCity.htm

PS1 - new york city


O MoMa mantém a sua ligação com o PS1, considerado como um espaço alternativo onde os artistas têm um lugar para apresentar obras menos convencionais e criar vínculos e um envolvimento em termos criativos com o lugar. Abrange programas de educação, workshops e uma participação muito activa, a que não é alheia a National and International Artist Studio Program. 22-25 Jackson Ave. at 46 Ave. Long Island City, NY 11101 (718) 784-2084
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o som do gelo derretendo - global warming


O glaciar Peyto é um glaciar situado no Parque Nacional Banff, em Alberta, Canadá. Como a grande maioria dos glaciares do mundo, o glaciar Peyto encontra-se em recuo acelerado, tendo perdido 70% da sua massa.

praia do amor - pipa - rio grande do norte


pipa fica distante 80 km de natal. se tiver disposição para uma caminhada, na direção sul, a dica é a praia do amor, de mar aberto e ondas fortes. para o lado norte, fica a baia dos golfinhos. uma pequena enseada, onde os golfinhos se aproximam da praia em busca de cardumes de peixes e ficam lado a lado com os banhistas.
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teatro minerva - areia - paraíba


areia possui a primeira casa de espetáculos da paraíba. o teatro minerva, inaugurado em 1859, é todo em estilo barroco. apesar de ter passado por várias reformas, o teatro ainda mantém preservada sua arquitetura original.
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trechos de diário 3

andei pela paraíba, pela região do brejo, cidade de areia. ali o tempo não passa e é tão quente que quase dá para empurrar o ar. no caminho cruzo cidades que não são mais que uma rua onde os jumentos estão amarrados nas portas dos casebres e as cabras passeiam livres pelo acostamento. bem perto dali, não mais que 3 horas está o mar, o rio grande do norte. a estrada é curta e esburacada mas separa dois mundos bem distintos. de um lado, o mundo da terra, da gente que nunca saiu do lugar, do outro lado, o mar com gente que veio de longe, do outro lado do mundo, literalmente. os turistas leram na internet que existia uma praia do amor, em pipa. voaram até natal, foram em carros elegantes visitar a baía dos golfinhos, viram o mundo pela janela do avião. do lado da terra, ficam as gentes que olham a vida passar pela janela de casa. eles observam os carros vindo e indo, como se o grande mistério da vida fosse de onde vem esses carros e para onde eles irão. o que na verdade pouco importa. o que interessa mesmo para eles é saber se a cana cresceu, se o jumento está bem e se tem sal para salgar a carne, já que o sol e a farinha não faltam. a água sim. é pouca e dá trabalho para buscá-la. mas isso já outra história. o mundo de contraste só se une na hora do pôr do sol, quando os do mar e os da terra prestam atenção nos contornos que a luz desenha na hora em que o sol vai embora, todo aquele universo fica laranja e a noite chega. nesse momento se pode ouvir, apurando os ouvidos, os lamentos dos insetos. são cigarras, grilos e outros tantos que dançam ao redor de qualquer luz. são so gatos que observam os movimentos no escuro, os cachorros que latem para a sombra dos carros e as cabras que dormem sem dar por nada disso. os da terra, se recolhem, fica o silêncio quase que absoluto. só não maior porque bem de longe e bem baixinho começa uma música agitada vinda da beira do mar, que agita os viajantes e anuncia que a festa ali, vai apenas começar...

a novidade que tem no brejo da cruz é a criançada se alimentar de luz

na década de 80 nós descobrimos que temos um limite pra água. hoje um cidadão brasileiro gasta, em média, 132 litros dia de água por dia. o rio de janeiro é onde se gasta mais água entre os estados do Brasil: aproximadamente 250 litros por pessoa. para lavar louça, deixando a torneira aberta por 15 minutos, você irá usar 25 litros de água. lavar as mãos, em cinco minutos de água correndo mais 5 litros. escovar os dentes mais 11 litros e cada vez que você dá a descarga, 15 litros de água. por isso feche a torneira, troque sua descarga por outra mais econômica e não lave seu carro com tanta freqüência.

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trechos de diário 2

...hoje deitado na varanda de uma casa na praia mole em florianópolis eu vislumbro um céu azul confuso com um mar mais azul ainda. as montanhas exibem os verdes e as pedras enormes sonham o tempo passando e o vento também. quanto terá viajado essa rajada que recém saiu do mar para gelar meus pés descalços. de onde veio esse vento que mexe meus cabelos, congela meus dedos da mão quase me impedindo de escrever? não sei. apenas sei que veio e passou levando um nada do meu calor. quando é de noite eu prefiro entrar embaixo das cobertas, ao ar livre mesmo, só com olhos de fora para contar as estrelas. é a noite de lua cheia que deita sobre o mar. hoje vai ter eclipse e essa lua vai sumir. os bichos irão notar. só quem estiver no trânsito em são paulo que não!
enquanto isso longe desse mar, a cidade segue entupindo suas ruas de gente e os bueiros de rato. é verdade que às vezes convivem juntos nos bueiros fedorentos essa espécie de gente rato que sobrevive não se sabe como nem porquê. estão na vida e isso é tudo. na grande cidade para onde retorno sempre está o dinheiro e a vontade de sumir. tenho visto muito dessa terra e muito de perto, como se um deus limpo e bondoso se apoderasse de mim. de avião em avião vejo as cidades. pela janela do carro mergulho em vilas, cachoeiras, mato, montanhas. paro sempre para pedir informações e comida. troco histórias com qualquer um que possa parar dois minutos para contar o que anda vendo. eu já vi muito...