sexta-feira, 9 de maio de 2008
o que visitar no rio de janeiro
Santa Teresa é um bairro dividido entre a classe média-alta, média e baixa, com um grande número de artistas e moradores das favelas que circundam o casario antigo da região central do Rio de Janeiro. o bairro é conhecido pelas construções históricas e pelos bondes que circulam em suas ruas. Faz limite com os bairros da Glória, Catete, Botafogo, Laranjeiras, Cosme Velho, Silvestre, Humaitá, Centro, Catumbi e Rio Comprido. Ele está localizado em uma colina com raízes no bairro da Lapa (Rio de Janeiro). Também há no bairro um pólo gastronômico, principalmente ao redor do Largo dos Guimarães, área nobre do bairro.
prainha
Praia preferida dos surfistas, a Prainha chama a atenção pelas boas ondas e pela beleza natural – seus 700 metros são protegidos por morros cobertos por Mata Atlântica. Vale a pena chegar cedo para aproveitar o sol, que se esconde atrás das montanhas no meio da tarde.
forte de copacabana
localiza-se na ponta de Copacabana, ao final da praia e bairro de mesmo nome, no Rio de Janeiro, Brasil.
Oficialmente denominado como Museu Histórico do Exército / Forte de Copacabana (MHEx/FC), computa atualmente um fluxo de cerca de dez mil visitantes por mês, constituindo-se em um dos mais belos cartões-postais da cidade.
pão de açucar
A vista da Baía da Guanabara era o atrativo que levava curiosos e alpinistas a escalar o Pão de Açúcar, já em fins do século XIX. O desenvolvimento da engenharia levou, em 1908, o engenheiro Augusto Ferreira Ramos a idealizar um sistema teleférico que facilitasse o acesso a cume do monte.
Quando o bondinho foi construído, só existiam dois no mundo: o teleférico de Monte Ulia, na Espanha, com uma extensão de 280 metros e que foi construído em 1907; e o teleférico de Wetterhorn, na Suíça, com um extensão de 560 metros, construído em 1908.
castelo de alhambra visto de sacromonte
O nome Alhambra, significa, em árabe a vermelha (Al Hamra الحمراء), deriva da cor dos tijolos de argila de que são feitas as muralhas. também relembra o clarão avermelhado das tochas que iluminaram os trabalhos de construção que se prolongavam durante anos; O palácio foi construído principalmente entre 1248 e 1354, nos reinados de Ibn-al-Ahmar e seus sucessores; Depois da conquista Cristã da cidade em 1492, os conquistadores começaram a alterar o complexo arquitectónico. Os trabalhos inacabados foram cobertos de cal, apagaram-se as pinturas e dourados, o mobiliário foi destruído. Carlos V (1516–1556) reconstruiu partes do complexo no estilo renascença. Filipe V (1700–1746) modificou os quartos para um estilo mais italianizante. a arte islâmica continuou a ser desfigurada. Em 1812, algumas das torres foram demolidas pelos franceses. O resto do edifício escapou por pouco - aliás, era essa a intenção inicial de Napoleão. Contudo, um soldado incapacitado, querendo frustar as intenções do seu comandante, desarmou alguns dos explosivos, salvando o que restava de Alhambra para a posteridade.
trechos de diário 14 - granada - espanha
viver um outro agora é sobretudo um sonho. mesmo quando se pisa em uma praia qualquer que está à margem da rio-santos ou em itacaré ou em saquarema, guarda do embaú, olinda ou ouro preto. o mundo é essa maravilha. o homem quem estraga. vivemos hoje uma psicose global. uma corrida por ter tudo que se vende com o selo felicidade. é óbvio dizer que somos apenas escravo do desejo, do medo e do sonho. eu aproveito a oportunidade e pergunto ao senhor bem apessoado que está sentado a minha frente se é bom ter tudo. ele diz que depende, que sempre existem dois lados. mas uma coisa é certa. hoje é bem mais fácil ser feliz com muito dinheiro. o que eu não admito é que não se possa ser feliz com pouco. porque a felicidade não tem haver com ter e sim com estar ou ser. e ser pleno é um exercício diário e individual. saber conhecer a si, respeitar o próximo e o depois do próximo e ajudar sempre que for possível. escrever karmas, vivê-los e elevar a existência a uma coisa sem medo. ter coragem de agarrar uma bala com a mão, de cruzar zonas de risco e ainda mostrar a bunda na janela quando tudo dá errado. é esse o cerne da minha filosofia. desse viver e deixar viver. o resto são as fotos do ontem. vento e coqueiro - dança - música - trânsito - favela - baile funk - blitz da polícia - sangue - choro e uma vela acesa no chão pedindo paz na terra e no coração dos homens de boa vontade. foi bem cedo que descobri que essa história, essa cidade sou eu! são meus olhos arregalados buscando algo dentro de um quarto escuro. estou cego a todas as coisas. as músicas, as ninfas, elfos. estou cego aos cães que latem, cego as latas de lixo e as pessoas que nela almoçam. estou cego aos vírus, aos atabaques dos terreiros, aos cantos gregorianos, ao medo das cidades. estou cego, surdo e mudo! só atento ao sons que as nuves fazem quando se tocam. eu não tenho medo da morte porque esse é um mundo de mortos. por isso eu aviso, eu não vou morrer nunca pois minha palavra há de cruzar encarnações. porque todos quando completarem 18 anos terão ouvido falar de mim ou visto as pegadas que deixei na areia séculos atrás.
uma criança da china acaba de passar por mim. ela me olhou e sorriu e tudo que eu vinha escrevendo se desfez como pó...
uma criança da china acaba de passar por mim. ela me olhou e sorriu e tudo que eu vinha escrevendo se desfez como pó...
quarta-feira, 7 de maio de 2008
las cuevas de sacromonte
granada é a cidade mais arábe da europa. lá existe um bairro chamado sacromonte onde os malucos vivem em covas cavadas na montanha há mais de mil anos. são freaks de todos os lugares que tocam acordeon, sax,violão, pandeiro, flamenco e uma música cigana moderna!
trechos de diário 13
...o verão passou e eu sobrevivi e assim, inspirado nas andorinhas, vou em busca do eterno calor. viver dois verões por ano, em dois hemisférios diferentes me faz sentir tão livre quanto as árvores e os pássaros que percebem que os dias aumentam e as noites ficam mais curtas. não há escuridão à minha frente, nem treva alguma. só uma esperança que faz sentir a vida arranhar a pele. o grande negócio desse século para mim é viver, nem que para isso eu tenha que arrancar meu coração com a mão só para vê-lo pulsar. vamos lá, o sol ainda não se foi e se eu dormir, sei que vou sonhar. são os campos da minha infância que passam pelos meus sonhos. os cavalos. o zaino, o pangaré, a tordilha velha - aquela vaca que foi morta na frente da casa da fazenda deixando o sangue fresco no pasto trazendo todo o gado de todos os campos para assistir ao espetáculo mórbido. e eu, à cavalo, tentando espalhar a bicharada. vejo a lua cheia iluminando o pampa prateado e um peão voltando para a mangueira anunciado pelo trote de outros cavalos. ouço o ruído dos porcos, o bater do taco das botas no chão de madeira. sinto cheiro de carne de ovelha queimando e percebo o movimento do galpão com a empregada preparando o café. levanto e saio para a porta. alguém me oferece um mate e o ruído do amanhecer se desfaz cotidianamente. o dia amanhece, acordo e estou na espanha, em um trem, descendo rumo ao sul. mais uma vez ao sul. desta vez para andaluzia. imagino os guitarreiros, ouço o flamenco se aproximando em guitarras virtuosas e a cor vermelha de panos grudados a corpos suados...
aqui está fernando pessoa
o Mosteiro dos Jerónimos situa-se em Belém, Lisboa, à entrada do Rio Tejo. O monumento é considerado património mundial pela UNESCO e foi eleito como uma das sete maravilhas de Portugal. Encomendado pelo rei D. Manuel I, pouco depois de Vasco da Gama ter regressado da sua viagem à Índia, foi financiado em grande parte pelos lucros do comércio de especiarias. Inclui, entre outros, os túmulos dos reis D. Manuel I , D. João III, D. Sebastião e D. Henrique e ainda os de Vasco da Gama, Luís Vaz de Camões, e Fernando Pessoa.
escrito numlivro abandonado em viagem
venho dos lados de beja
vou para o meio de lisboa
não trago nada e não acharei nada
tenho o cansaço antecipado do que não acharei,
e a saudade que sinto não é nem no pasado nem no futuro.
deixo escrita neste livro a imagem do meu desígno morto:
fui, como ervas, e não me arrancaram.
vou para o meio de lisboa
não trago nada e não acharei nada
tenho o cansaço antecipado do que não acharei,
e a saudade que sinto não é nem no pasado nem no futuro.
deixo escrita neste livro a imagem do meu desígno morto:
fui, como ervas, e não me arrancaram.
fernando pessoa
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