vou para o meio de lisboa
não trago nada e não acharei nada
tenho o cansaço antecipado do que não acharei,
e a saudade que sinto não é nem no pasado nem no futuro.
deixo escrita neste livro a imagem do meu desígno morto:
fui, como ervas, e não me arrancaram.
fernando pessoa

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