quinta-feira, 1 de maio de 2008

hoje em dia não existe prazer nenhum em ir a um lugar deserto para ver a cidade e o desenho das ruas pequenas porque pode vir alguém e levar o que você tem com uma arma na mão e nenhuma idéia na cabeça. O medo, a paranóia, o cuidado, estar atento e prevenido é o que tem porque existem provas irrefutáveis que deus morreu e não há nada depois do aqui e agora. sim. se você não curtir já era. o dia vai amanhecer de qualquer forma se você não estiver e sua alma não vai à parte alguma. se você desencarnar, não vai nascer de novo, não vai iluminar subir aos céus no terceiro dia ou coisa do gênero. só resta ficar para tentar fazer dessa vida uma coisa urgente. Por tudo isso é preciso se mexer. montar um talismã só pela falta do que fazer. ir buscar pedras em muitos mares e, sobretudo sonhar com praias de preferência, embora os campos e desertos exerçam em mim um fascínio de mil anos. amo cada canto desse lugar, cada segundo dessa existência. amo, embora passe tempos sem sentir nada além de fome, sono ou frio. parado em qualquer esquina de qualquer lugar é possível criar teorias sócias antropológicas metafísicas que não servem absolutamente para nada, além de fazer o tempo passar. mas o tempo passa sempre e isso é até ridículo dizer. só que muitas vezes eu tentei atrasar o relógio só para ganhar uma hora.

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